quinta-feira, 26 de julho de 2012

espalham bailados !

em palcos fingidos !

da fúria do mar
nas marés de espanto
nascem brancas auras,
onde cristais desertados
saídos das nuvens
salpicam os rochedos,
iodos imprecisos
tremulando ao vento
espalham bailados,
procurando afagos
em palcos fingidos,
na praia espumados !
poema e foto:poetaeusou

terça-feira, 17 de julho de 2012

a pedra do guilhim, em, mim . . .



poseidon,
deus do mar
embriaga-me de espuma,
meu analgésico,
das dores .  .  .  impostas !
*
palavras e foto:poetaeusou

sábado, 7 de julho de 2012

Plagiados Avoengos ! EVANIR, duplico . . .


a minha avó, boa amiga,
foi a minha professora
não, não era doutora
mas da vida “licenciada”
uma mulher avisada
semeando os seus avisos
actualizados, precisos
que eu assimilei
nunca os abandonei
e a prova é bem real
transmiti-os, afinal,
em sons suaves, discretos,
a um, dos seus bisnetos,
que o seu colo, sentiu,
conselhos? (bebé) não os ouviu,
mas entoa, a sua cantiga  !
in-poetaeusou...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Agitado Mar, que me Agita !

acalma - te Mar !

Olha,
Não faças
poemas ao Mar,
Sabes 
qual a Razão ?
O Mar
 é por si
um Poema !
palavras e foto:poetaeusou

terça-feira, 5 de junho de 2012

um aloés ? certamente !


sabes amor,
os teus olhos trazem flores,
várias, muitas,
entranhando os meus aromas,
sim, é óbvio,
quem não gosta das flores,
que emergem do teu canteiro ?
contudo,
alavanco uma pergunta,
notaste que só uma flor caiu
e  . . .
aconchegou-se no teu regaço ?
qual ?
um aloés ? nitidamente  !
poema e foto : poetaeusou

segunda-feira, 21 de maio de 2012

folhas invisíveis . . .

tronco nu,
sem folhas
nem enxovais,
gargalhando
das roupagens,
rindo
do linho rendilhado,
cerzido,
nas asas do vento,
ventosidade
 que o despiu,
contudo resistiu
no sopé dos ecos,
raízes lânguidas,
dolentes, sentidas !
poema e fotos: poetaeusou.

domingo, 6 de maio de 2012

Se o vento te trouxesse . . .

porque não voas . . . para mim !

nesta bonança
gaivota espera
pelo vento forte
que lhe encanta
e no vento norte
entra na dança
maré de vento
sufocante suão
ventos cansados
ventosa paixão
vento ao relento
beijos soprando
amores ao vento
palavras e fotos:poetaeusou

domingo, 22 de abril de 2012

estou a vê-los no 1º, 1º de Maio, 38 anos, no palanque obstruíam-se uns aos outros, ninguém lhes deu o cartão vermelho, e . . . proliferaram, D. Teresa porque não “esganaste” o teu filho Afonso ?


grito sumido
de um Abril congelado
no silencio indiferente
ás amareladas palavras
grito ausente
nas presenças espaçadas
de premeditados enganos
em escondidos fingimentos
grito abafado
sabiamente injectado
nos sonhos mal temperados
das angustias conquistadas !

palavras e fotos:poetaeusou …

quarta-feira, 4 de abril de 2012

o passado é amanhã . . .

video

não me perguntes
como “vivi “ o futuro,
porque eu quero
sepultar o tempo,
o passado é amanhã
e por ti vou esperar
nos gastos silêncios
enrolados nos areais
ansiando, um tempo novo.
palavras e vídeo:poetaeusou

quarta-feira, 21 de março de 2012

DIA MUNDIAL DA POESIA

Ruy Belo - Edição de 1970

*
ocaso, matéria para mais esquecimento
do fundo deste dia solitário e triste
após sucessivas quebras de calor
antes da morte pequenina celular e muito pessoal
natural como descer da camioneta ao fim da rua
neste país sem olhos e sem boca
in-ruy belo
*
Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncios e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades
in-Sophia de Mello Breyner
*
o Poeta
Trabalha agora na importação
e exportação. Importa
metáforas, exporta alegorias.
Podia ser um trabalhador
por conta própria,
in-Nuno Júdice
*
Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava..
in-david mourão-ferreira
*
O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar
in-eugenio de andrade
*
mas as suas palavras
já não eram mais do que
símbolos de uma língua estranha,
falada por outras criaturas .
in-jaime rocha
*
Onde ficava o mundo?
Só pinhais, matos, charnecas e milho
para a fome dos olhos.
Para lá da serra, o azul de outra serra
e outra serra ainda.
E o mar? E a cidade? E os Rios
in-fernando namora.
*
não me perguntes quem sou. não me perguntes nada.
eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.
in-jose luís Peixoto
*
A magnólia,
o som que se desenvolve nela
quando pronunciada,
é um exaltado aroma
perdido na tempestade,
in-luiza neto Jorge
*
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.
in-maria teresa horta
*
Floriu assim pela primeira vez.
Deu-lhe um sol de noivado,
E toda a virgindade se desfez
Neste lirismo fecundado.
in-miguel torga
*
outros seres de passagem, outros rasos
destinos sem anjo para o remorso.há flores,
dirás, algumas flores diurnas, confiantes, que
outras mãos hão-de dispor na jarra, relembrada
junto à parede branca, mas essas são um ténue
sopro de acasoou fulgor antecipando outra nudez.
in-vasco graça moura .
*
A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.
in-vitorino nemésio.
Filhos dum deus selvagem e secreto
E cobertos de lama, caminhamos
Por cidades,
Por nuvens
E desertos.
Ao vento semeamos o que os homens não querem.
Ao vento arremessamos as verdades que doem !
in-ary dos santos
*
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
in- antónio gedeão
*
Fiei-me nos sorrisos da Ventura,
Em mimos feminis. Como fui louco!
Vi raiar o prazer; porém tão pouco
Momentâneo relâmpago que não dura
in-bocage
*
Pobres, gritai comigo:
Abaixo o D. Quixote
com cabeça de nuvens
e espada de papelão!
E viva o Chicote
no silêncio da nossa Mão
in-josé gomes ferreira
*
vai até onde ninguém te possa falar
ou reconhecer - vai por esse campo
de crateras extintas - vai por essa porta
de água tão vasta quanto a noite
in-al Berto
*
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
in-Alexandre O'Neill
*
Eu falo das casas e dos homens,
dos vivos e dos mortos:
do que passa e não volta nunca mais...
in-Casais Monteiro
********
que vivam os Poetas e a Poesia

sábado, 3 de março de 2012

Ai . . . Solidão !

vem frustração
ai  . . . solidão ! 
vida irreal
ávida, voraz
intencional
sem pão, nem paz,
tempo vendido
lei do mercado
euro perdido
crédito parado,
com sofrimento
vem, frustração
deslumbramento
ai  . . . solidão !
palavras e fotos:poetaeusou

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Zeca, Presente !


a morte saiu á rua,
eu vi, não a morte,
mas sublimação da vida,
estavam vermelhas,
as fronteiras da lixívia,
derramada,
na rua do apagamento,
dezassete anitos,
ali, bem perto, morava,
um jovem, procurando
os mistérios da Cidade . . .
Largo do Calvário, A Cesária, logo fado !
Estou a ver, um fadista reguila,
um “malandro” da zona, que
fadistava todos os dias a mesma quadra,
,
Como podes Portugal,
Sustentar “tanto” ladrão,
“Tanta” gente a roubar,
“Tanta” corrupção !
,
obrigado Zeca,
eu sou um daqueles,
que nunca se usou de ti,
como “tantos” outros . . .
,
palavras: poetaeusou …

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

no dia dos namorados, com "amor" !

para ti  !
*
como eu gosto de namorar,
o vento, o mar, o areal e o sol,
para mim, o arrolhar quotidiano,
com o vento,
que me traz noticias tuas,
com o mar,
que me estende as tuas mãos,
nas suas ondas,
com o areal,
que deposita
as maresias que tu emanas,
com o sol,
ao qual te expões,
submissa, apetecível,
perto de mim e “tão” longe  . . .
*
palavras e foto: poetaeusou . . .
*

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

MARÉS DESASSOSSEGADAS

a pedra de Bico
carismática Panela
****************

marés desassossegadas
esperam os meus lábios
embriagando as auroras
com o vinho dos teus gestos,
regaços adormecidos
na espuma dos desejos
reclamam o sabor
dos cálices por encher,
néctar de mosto sedento
onde moram os poemas
estonteando as maresias
no colo, de diáfanos amores ! 
poema e fotos:poetaeusou

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

és a minha Estrela . . . e o mar !

video

sem ti mar
como poderia viver ?
mar de molhadas cinzas
gotas de cristalinos sorrisos
ecoando gargalhadas
na barca do meu silencio,
sem ti mar
transvazava de angustia
nos tédios escancarados,
uivos rasgando as palavras
nos remos desarticulados
dos inquietos labirintos 
que profanam os meus poemas.
Poema-fotos-video:poetaeusou