terça-feira, 11 de junho de 2013

E A SEGUIR ÁS PALIÇADAS . . .


por imposição da Troika,
este blog vai fechar para reestruturação.
por não atingido, será mantido
o meu principal BLOG
poetaeusou.blogspot.pt
******
um mar de estimas,
para todas as companheira(o)s
destes caminhos !
******

sábado, 1 de junho de 2013

Paliçadas, quebradas . . .

paliçada ou palhaçada ?
ténue paliçada
encrespada
defensora dos penedos
medos 
cercas frágeis,  quebradiças
mortiças
divisora dos perigos
surgidos
sombras escarpadas
gritadas
penhascos rochosos
perigosos
abismos dos medos
segredos
redentoras vedações
paixões
crepúsculos libertadores
amores !
poema e fotos:poetaeusou

quarta-feira, 8 de maio de 2013

deserto em mim . . .


neste deserto
do meu viver,
passo sem ver
a multidão
oh! que ambição,
tanto querer
e eu sem te ter,
joguei em ti
arrisquei, perdi,
falsa cartada
fiquei sem nada,
neste deserto
longe e tão perto !
poema e fotos:poetaeusou

sexta-feira, 12 de abril de 2013

conchas, búzios, amor, ciúme, nós !

a
ver
o mar
procurar
imaginando
o amor em ti
maré reflectida
na brisa  irisada
desses teus olhos
voluptuosidades tuas
no vácuo dos sentidos
em herméticos segundos
marinheiro, da maré, mar
neurónio arrebatando êxtase
misterioso volver concretizado
cenografia do intemporal amor
trilhos de amares, aurora boreal
sorrisos floridos, perfumando o mar
conchas, búzios, amores, ciúme, nós !
tela: Fernando Francisco,
palavras   :   poetaeusou

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Abril ? é Abril simplesmente !

Peniche, um Forte, ainda Negro ?

abril
gritado
força maré
voo liberdade
esculpidos sonhos
transparente seara ao vento
pétalas avermelhadas do provir
na liberdade de madrugada subtraída
á negra prepotência das alongadas noites
sangue ondulante de cantada alforria
grito ao vento nas veias da cidade
anseio de aspiração vibrante
nas asas de um povo
em liberto sabor
nas torrentes
do amor
de nós
e sal
fotos e palavras:poetaeusou

segunda-feira, 25 de março de 2013

Povo que lavas a alma

estéreis troncos
nuvens sombrias
sofro
nas ruas vestidas
de um povo desnudo
acamando indignações
no leito dos troncos estéreis,
proclamo
um grito amargurado
nas aragens do destino
sombrias nuvens castradas
esterilizando a esperança,
componho
no folheto do porvir
trigais dum povo sem joio
searas de côdeas puras
livres de falsos profetas
e de fazedores pressupostos
que algemam as Primaveras !
silabas e fotos:poetaeusou

quarta-feira, 20 de março de 2013

HOJE-Dia Mundial da Felicidade, Um Dia Só . . .

O que dirá, o pipilipar das Gaivotas ?

o
que
será
diz-me
por favor
a felicidade
as tuas áureas
resplandecentes
o teu fulgente andar
calcorreando os areais
fogueiras de ardente sol 
incendiadas pelo vento sul
feitas penetrantes harmonias
de sereia encantando a nortada
e gestos embevecidas das sinfonias
onde o ballet das gaivotas esvoaçantes
imitam a leveza do teu corpo de bailarina ?
silabas e fotos:poetaeusou

sábado, 16 de março de 2013

O CÁLICE . . . da TROIKA !

plagias os animais, imitas os bois

trabalha homem,domesticado
olvida a troika não és troikado
vai, sem descanso trabalha pois
(esquece o Cavaco encavacado)
plagias os animais, imitas os bois
(suprime o Passos o deslassado)
eles alimentados, por adestrados
tu vegetando,  no  viver sem vida,
(não és Seguro por não segurado)
pescas a morte por compensação
(e o portal do Portas,  amofinado)
espinha  curvado sem dizeres não
(omite J(G)erónimo em ascensão)
em casa a mulher gasta, cansada,
(espera um Bloco, bicéfalo - ado) 
dar pão aos filhos, e não ter nada
(clama aos Verdes desverdeados)
queres comer filho ? desesperada,
o pai, traz peixinhos, diz esgotada,
no areal vai ecoando  a vozeirada
corre a mulher que nunca cansa
angustiada entre gritos e ais
perdes a esperança
viúva sais
e a gaivota
voando triste
vai pililipando
desassossegando
mas ninguém segue 
urgentemente a sua rota 
trabalha homem, domesticado.
palavras:poetaeusou
fotos:album:A.Laborinho

segunda-feira, 11 de março de 2013

Habemus Papam ?



hoje, cedinho, fui saudar o meu amigo Mar, estava calmo, sereno, fleumático, diria, no areal, perto da espuma da ondas, vi um vulto, acenou-me, não o reconheci o que me obrigou a descer há Praia, para lhe retribuir a sua saudação, era o João, amigo e companheiro de algumas lutas "do antes e do depois ".
Falámos um pouco, temas actuais, o trivial, no género ontem o Benfica marcou cinco, disse, eu repliquei, que não façam falta na próxima quinta-feira ou no estado do País sem Estado e a dois, comungámos a mesma frustração e finalizámos com uma pequena abordagem à eleição do novo Papa, saímos do vasto areal, seguindo os nossos distintos caminhos. Fiquei a matutar nos fumos brancos que se cruzaram com a minha existência neste Vale de Lágrimas, foram cinco, o próximo será o sexto, gostei  de um,
Paulo VI, detestei João Paulo II e errei com Bento XVI, como irei
explicar mais à frente, esta escolha deve-se a uma óptica critica,
diria fundamentalista, pensando em Cristo-Homem, Lutero, Erasmo
Galileu e em Especial o Imperador Constantino !
Na minha andança, a caminho de casa, recordei um amigo, ateu, assumindo a sua condição com perseverança e altivez, até que um
dia, pálido , a medo perguntou-me,  Zé, como posso ver Cristo ?
eu sorri, recordei Mário Soares, (só os burros é que não mudam)
e respondi, Companheiro, é fácil veres Cristo-Homem, facílimo,
Fita os rostos, de um injustiçado, de um excluído, de um faminto, de um desempregado, de um sem-abrigo, de um sedento de amor, de
carinho, de conforto, de um perseguido pela sua ideologia, pela sua
cor, etnia, fé e crença, do rosto da prostituta, que vende o corpo 
para minimizar a fome dos filhos, das Crianças maltratadas, dos
depositados em lares manhosos pelos seus familiares, dos doentes
terminais, falecidos antes de morrerem, assim, verás Cristo-Homem.
Também rememorei, a Doutrina Social da Igreja, a Teologia da Libertação, pobre América Latina, (não é Padre G. Gutiérrez).
Gostei de Paulo VI, encerrou Concilio Vaticano II, tenho presente
a Encíclica  (Ipsum Dei Essa est Amor) proibida a sua divulgação,
pelo Duo Cereja/Botas, tenho uma edição de 1969, em Castelhano
a edição oficial Portuguesa só depois de Abril/74. Comungava eu
com Paulo VI, que gozo me deu quando visitou a União Indiana,
passando por Goa, desafiando o "Católico Salazar"  João Paulo II ?,
nada me disse, gostava muito de viajar, desprotegendo a sua Casa,
o Vaticano, o que é prejudicial .  .  .
Bento XVI, fiquei triste com a sua eleição, mais triste fiquei, por
plagiar S. Tomé, duvidei, arrependido fiquei, após a publicação da
sua Primeira Encíclica: "Deus Caristas est) Deus é Amor !
distingo três pontos:
1) o Homem além da Justiça terá sempre necessidade de Amor !
2) o Amor cresce através do Amor !
3) um Estado que não se regesse, segunda as normas da Justiça,
    reduziria os seus Governantes a um grande Bando de Ladrões !
*
Foi, foi escrito por Bento XVI, não duvidem !!!
,
prosa e fotos: poetaeusou . . .

quinta-feira, 26 de julho de 2012

espalham bailados !

em palcos fingidos !

da fúria do mar
nas marés de espanto
nascem brancas auras,
onde cristais desertados
saídos das nuvens
salpicam os rochedos,
iodos imprecisos
tremulando ao vento
espalham bailados,
procurando afagos
em palcos fingidos,
na praia espumados !
poema e foto:poetaeusou

terça-feira, 17 de julho de 2012

a pedra do guilhim, em, mim . . .



poseidon,
deus do mar
embriaga-me de espuma,
meu analgésico,
das dores .  .  .  impostas !
*
palavras e foto:poetaeusou

sábado, 7 de julho de 2012

Plagiados Avoengos ! EVANIR, duplico . . .


a minha avó, boa amiga,
foi a minha professora
não, não era doutora
mas da vida “licenciada”
uma mulher avisada
semeando os seus avisos
actualizados, precisos
que eu assimilei
nunca os abandonei
e a prova é bem real
transmiti-os, afinal,
em sons suaves, discretos,
a um, dos seus bisnetos,
que o seu colo, sentiu,
conselhos? (bebé) não os ouviu,
mas entoa, a sua cantiga  !
in-poetaeusou...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Agitado Mar, que me Agita !

acalma - te Mar !

Olha,
Não faças
poemas ao Mar,
Sabes 
qual a Razão ?
O Mar
 é por si
um Poema !
palavras e foto:poetaeusou

terça-feira, 5 de junho de 2012

um aloés ? certamente !


sabes amor,
os teus olhos trazem flores,
várias, muitas,
entranhando os meus aromas,
sim, é óbvio,
quem não gosta das flores,
que emergem do teu canteiro ?
contudo,
alavanco uma pergunta,
notaste que só uma flor caiu
e  . . .
aconchegou-se no teu regaço ?
qual ?
um aloés ? nitidamente  !
poema e foto : poetaeusou

segunda-feira, 21 de maio de 2012

folhas invisíveis . . .

tronco nu,
sem folhas
nem enxovais,
gargalhando
das roupagens,
rindo
do linho rendilhado,
cerzido,
nas asas do vento,
ventosidade
 que o despiu,
contudo resistiu
no sopé dos ecos,
raízes lânguidas,
dolentes, sentidas !
poema e fotos: poetaeusou.

domingo, 6 de maio de 2012

Se o vento te trouxesse . . .

porque não voas . . . para mim !

nesta bonança
gaivota espera
pelo vento forte
que lhe encanta
e no vento norte
entra na dança
maré de vento
sufocante suão
ventos cansados
ventosa paixão
vento ao relento
beijos soprando
amores ao vento
palavras e fotos:poetaeusou

domingo, 22 de abril de 2012

estou a vê-los no 1º, 1º de Maio, 38 anos, no palanque obstruíam-se uns aos outros, ninguém lhes deu o cartão vermelho, e . . . proliferaram, D. Teresa porque não “esganaste” o teu filho Afonso ?


grito sumido
de um Abril congelado
no silencio indiferente
ás amareladas palavras
grito ausente
nas presenças espaçadas
de premeditados enganos
em escondidos fingimentos
grito abafado
sabiamente injectado
nos sonhos mal temperados
das angustias conquistadas !

palavras e fotos:poetaeusou …

quarta-feira, 4 de abril de 2012

o passado é amanhã . . .

video

não me perguntes
como “vivi “ o futuro,
porque eu quero
sepultar o tempo,
o passado é amanhã
e por ti vou esperar
nos gastos silêncios
enrolados nos areais
ansiando, um tempo novo.
palavras e vídeo:poetaeusou

quarta-feira, 21 de março de 2012

DIA MUNDIAL DA POESIA

Ruy Belo - Edição de 1970

*
ocaso, matéria para mais esquecimento
do fundo deste dia solitário e triste
após sucessivas quebras de calor
antes da morte pequenina celular e muito pessoal
natural como descer da camioneta ao fim da rua
neste país sem olhos e sem boca
in-ruy belo
*
Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncios e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades
in-Sophia de Mello Breyner
*
o Poeta
Trabalha agora na importação
e exportação. Importa
metáforas, exporta alegorias.
Podia ser um trabalhador
por conta própria,
in-Nuno Júdice
*
Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava..
in-david mourão-ferreira
*
O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar
in-eugenio de andrade
*
mas as suas palavras
já não eram mais do que
símbolos de uma língua estranha,
falada por outras criaturas .
in-jaime rocha
*
Onde ficava o mundo?
Só pinhais, matos, charnecas e milho
para a fome dos olhos.
Para lá da serra, o azul de outra serra
e outra serra ainda.
E o mar? E a cidade? E os Rios
in-fernando namora.
*
não me perguntes quem sou. não me perguntes nada.
eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.
in-jose luís Peixoto
*
A magnólia,
o som que se desenvolve nela
quando pronunciada,
é um exaltado aroma
perdido na tempestade,
in-luiza neto Jorge
*
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.
in-maria teresa horta
*
Floriu assim pela primeira vez.
Deu-lhe um sol de noivado,
E toda a virgindade se desfez
Neste lirismo fecundado.
in-miguel torga
*
outros seres de passagem, outros rasos
destinos sem anjo para o remorso.há flores,
dirás, algumas flores diurnas, confiantes, que
outras mãos hão-de dispor na jarra, relembrada
junto à parede branca, mas essas são um ténue
sopro de acasoou fulgor antecipando outra nudez.
in-vasco graça moura .
*
A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.
in-vitorino nemésio.
Filhos dum deus selvagem e secreto
E cobertos de lama, caminhamos
Por cidades,
Por nuvens
E desertos.
Ao vento semeamos o que os homens não querem.
Ao vento arremessamos as verdades que doem !
in-ary dos santos
*
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
in- antónio gedeão
*
Fiei-me nos sorrisos da Ventura,
Em mimos feminis. Como fui louco!
Vi raiar o prazer; porém tão pouco
Momentâneo relâmpago que não dura
in-bocage
*
Pobres, gritai comigo:
Abaixo o D. Quixote
com cabeça de nuvens
e espada de papelão!
E viva o Chicote
no silêncio da nossa Mão
in-josé gomes ferreira
*
vai até onde ninguém te possa falar
ou reconhecer - vai por esse campo
de crateras extintas - vai por essa porta
de água tão vasta quanto a noite
in-al Berto
*
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
in-Alexandre O'Neill
*
Eu falo das casas e dos homens,
dos vivos e dos mortos:
do que passa e não volta nunca mais...
in-Casais Monteiro
********
que vivam os Poetas e a Poesia

sábado, 3 de março de 2012

Ai . . . Solidão !

vem frustração
ai  . . . solidão ! 
vida irreal
ávida, voraz
intencional
sem pão, nem paz,
tempo vendido
lei do mercado
euro perdido
crédito parado,
com sofrimento
vem, frustração
deslumbramento
ai  . . . solidão !
palavras e fotos:poetaeusou

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Zeca, Presente !


a morte saiu á rua,
eu vi, não a morte,
mas sublimação da vida,
estavam vermelhas,
as fronteiras da lixívia,
derramada,
na rua do apagamento,
dezassete anitos,
ali, bem perto, morava,
um jovem, procurando
os mistérios da Cidade . . .
Largo do Calvário, A Cesária, logo fado !
Estou a ver, um fadista reguila,
um “malandro” da zona, que
fadistava todos os dias a mesma quadra,
,
Como podes Portugal,
Sustentar “tanto” ladrão,
“Tanta” gente a roubar,
“Tanta” corrupção !
,
obrigado Zeca,
eu sou um daqueles,
que nunca se usou de ti,
como “tantos” outros . . .
,
palavras: poetaeusou …